NOSSA LUTA

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

QUANDO O AMBIENTE ESCOLAR TAMBÉM É ALIENANTE!...O QUE FAZER?

Devolutiva dos relatórios do 1 e 2 Bimestres 2012.



Aluna: K L G P.
Turma: 4 ano B.


Apresentação:

                      Como mãe da aluna K L G P, sempre fui excluída dos processos internos de sua vida escolar, ora porque a direção da escola jamais tomou partido entre a criança e seus pais, ora porque a escola se viu perdida num emaranhando de informações conflitantes entre os pais da criança, que afinal em momento algum jamais beneficiaram a KARIMAH.
                      Passado, todo este tempo, desde a primeira avaliação psicopedagógica e agora também já feita à segunda, e em ambas eu fui excluída por completo, o que também jamais beneficiou a minha filha, e se houver uma terceira, onde eu continue sendo excluída, também não haverá ganho algum para a KARIMAH.  

Da Constatação:

                          A relação família e escola é muito tênue e delicada.
                          Alguns problemas familiares (como é o nosso caso) repercutem na vida cotidiana das crianças.
                          E até que ponto o professor tem competência e habilidade para poder intervir?
                           Confesso que eu percebi algum carinho e compreensão dos problemas que KARIMAH vem enfrentando “sozinha” (uma vez que o genitor me exclui), na professora do primeiro ano, as demais seguiram o curso de toda a problemática que ela vive, mas percebo que é uma intervenção “fria” pouco emocional, e que talvez até acarrete no próprio ambiente escolar uma “exclusão” velada, que apenas KARIMAH sinta e não consegue expressar, em seu cotidiano, nem em casa e nem no próprio ambiente escolar.
                           Nas poucas vezes que adentrei as dependências da escola, nunca vi fotos de KARIMAH nos cartazes, nem nas fotos que estão no site da escola na internet, como eu sempre fui e ainda sou excluída de todas as atividades internas e externas da escola, nunca tive a oportunidade de apoiá-la e demonstrar a ela o meu contentamento por sua participação em quaisquer atividades.
                            A meu ver não cabe aos professores, muito menos aos coordenadores ou diretores, julgar a questão familiar em si, mas sim propiciar afeto, atenção carinho e apoio neste momento seria, e é a obrigação de qualquer docente. Porque a criança vai exigir mais atenção e fará isso demonstrando comportamentos como choro, raiva, agressão, dispersão etc.
                            Não vivemos num mundo cor de rosa e perfeito, pelo contrário, o “ser humano” não é fácil quando não se tem equilíbrio psicológico para lidar com situações de estresse, as que KARIMAH, vivencia hoje!
                             Vejo sim, como sendo o papel da escola, mas vejo muito pouco esta prática nesta escola, que deveriam estar sempre disponível para estas crianças em particular, estimular sua expressão de sentimentos, conversar quando quiserem falar sobre o assunto que lhes afeta, e reforçar nelas o amor dos pais independente da divergência deles.
                              Falta nesta escola a “escuta ativa”, principalmente das crianças que vivenciam problemas desta ordem, ter calma, paciência e amor, isto é ser professor.


Da proposta:

                              Na verdade, esta escola errou muito, errou demais no caso de minha filha, não errou sozinha, teve e ainda tem a colaboração perene do genitor, que sempre erra achando estar acertando, mas não para e não reflete, e ao que parece não é “ajudado” de maneira incisiva pela escola, a descer ao nível da criança e compreender que KARIMAH é só uma criança e que pensa como uma criança e que tem atitudes de criança, minha filha está assustada, triste, solitária, sem apoio algum no ambiente em que vive, e que ele poderá levá-la a mil e um profissionais, não irá reverter o quadro atual, que afinal se resume em umas palavras apenas, Amor, afeto, dedicação, compreensão.
                              Não sei quem afinal elabora estes relatórios escolares, mas vejo que de nada valem e também nada significam se durante o período ativo, escolar, não forem tomadas por parte da escola, muito mais que pelo genitor que é muito confuso, alheio, ausente, formas de integrar a KARIMAH no contexto escolar, vejo esta grave falha muito mais na escola do que na minha filha ou até mesmo no genitor despreparado!
                              Até que ponto KARIMAH é a única responsável pelos péssimos resultados apresentados ao longo desses 03 anos?


Das Críticas:
                             As críticas e constatações feitas nos relatórios sobre o comportamento de KARIMAH, se tornam até canhestros diante do pouco ou nenhum apoio, carinho, afeto, compreensão, que ela tem de devolutiva no ambiente escolar.
                              Penso que ao invés de escreverem no relatório que ela sai demais para ir ao banheiro, teria sido mais producente e tido como demonstração de afeto preocupação e carinho, se tivessem sugerido ao genitor que aproveitasse das férias para levá-la ao pediatra e verificar se esta tudo bem, se não há uma infecção urinária etc...
                              Vejo KARIMAH sendo “bombardeada” de aulas de reforço etc... Que a priori não vai dar em nada, quando afinal o que ela precisa  realmente e diariamente é de apoio, conforto, carinho e escuta, muita escuta, minha filha precisa ser ouvida...                               

Da Ajuda:

                             Eu, como mãe estou, e estarei sempre pronta a ajudar a minha filha, mas como nestes 03 anos fui e ainda sou excluída de todas as atividades internas e externas da escola, minha ajuda se torna de pouca valia.
                              Mesmo assim, quando KARIMAH estiver triste, e precisar de mim, podem me ligar, que eu irei ate a escola falar com ela, quantas vezes ela precisar.

Um comentário:

mahgaroh disse...

Não sei quem afinal elabora estes relatórios escolares, mas vejo que de nada valem e também nada significam se durante o período ativo, escolar, não forem tomadas por parte da escola, muito mais que pelo genitor que é muito confuso, alheio, ausente, formas de integrar a KARIMAH no contexto escolar, vejo esta grave falha muito mais na escola do que na minha filha ou até mesmo no genitor despreparado!
Até que ponto KARIMAH é a única responsável pelos péssimos resultados apresentados ao longo desses 03 anos?